In Presstur 26-11-2010 (17h37)
O novo Acordo para a Promoção Turística Externa Regional foi hoje assinado entre o Turismo de Portugal, a Confederação do Turismo Português (CTP) e as sete Agências Regionais de Promoção Turística (ARPT), e introduz uma novidade, os Planos de Comercialização e Venda.
Esta nova ferramenta vai permitir que os privados e as ARPTs possam “definir a estratégia de promoção mais adequada às necessidades de cada região e do tecido empresarial, através da presença em feiras internacionais, acções de contacto comercial ou de promoção conjunta e novos canais de comercialização”, e os planos elaborados “vão absorver um terço da verba total destinada à promoção turística no estrangeiro”, indica o Turismo de Portugal.
Os Planos de Comercialização e Venda serão “elaborados em concertação entre empresas a título individual ou grupos de empresas aderentes e ARPTs, com o objectivo de apoio às iniciativas de comercialização das empresas turísticas nos mercados externos seleccionados”.
Este modelo “garante que o montante suportado pelos privados e ARPT´s será totalmente alocado ao financiamento dos Planos de Comercialização e Venda por si delineados”.
A distribuição será reforçada e “por cada euro investido pelas empresas privadas no financiamento do seu plano regional corresponderá um euro da respectiva ARPT e quatro euros do Turismo de Portugal”, num sistema 1 + 1 + 4.
O novo ciclo de promoção prevê “uma maior eficácia na integração das variáveis de marketing, nomeadamente do produto, da promoção e da comunicação”, bem como o “reforço da concentração no plano regional para a abordagem dos canais de distribuição”, estimular a adopção de novas canais de venda e chegar a novos mercados, e que “os investimentos das regiões e empresários em portais regionais de reserva na internet sejam considerados elegíveis nos respectivos Planos de Comercialização e Venda”.
O acordo que foi hoje assinado pelo Presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, e o presidente CTP, José Carlos Pinto Coelho, introduz também uma outra novidade, nos sistemas de compras e de contratação, com vista a estimular as parcerias e que prevê que “sempre que as partes considerem útil para a prossecução da sua estratégia poderão ser criados ou aproveitados sistemas de aquisição de quantidade ou contratação múltipla que tragam benefícios de condições e de preços”.
O novo plano prevê também que passem a ser elegíveis nos planos de promoção turística regional as verbas destinadas às acessibilidades aéreas, através do “salvaguardar os investimentos necessários à continuidade do esforço de captação de novas rotas aéreas de interesse turístico, assim como para iniciativas que promovam a manutenção e o aumento das que já existem”.
Anualmente, será elaborado um Plano de Marketing Turístico Nacional, que “define os atributos a divulgar prioritariamente, os canais a utilizar, os mercados prioritários (hierarquizados de acordo com a sua relevância e a sua especificidade) e os montantes relativos de investimento, de acordo com uma matriz de mercado/instrumentos de promoção” e as regiões deverão apresentar “o seu Plano de Marketing Turístico Regional, articulado com as prioridades estratégicas do plano nacional”.
O acordo vai permitir “um maior alinhamento da promoção regional com a estratégia do Turismo de Portugal e uma utilização mais racional dos fundos comunitários do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), cujas verbas serão “tidas em conta nos montantes afectos à promoção turística”, quanto relativas “a programas e sistemas de incentivos que apenas admitam o Turismo de Portugal ou as ARPT´s como únicas entidades elegíveis”.
O plano define também que o Conselho Estratégico de Promoção Turística (CEPT) “continuará a apreciar e a emitir parecer sobre os Planos de Promoção Turística, nacionais e regionais, que o Turismo de Portugal remeterá ao Secretário de Estado do Turismo para respectiva homologação”, que a CTP “continua a ser reconhecida como entidade representativa dos interesses das empresas do turismo” e que na prestação de contas as ARPT ficam “incubidas” de o fazer trimestralmente, bem como de apresentar um Relatório Anualmente consolidado até ao final do primeiro trimestre de cada ano, a serem apreciados pelo CEPT.
Na cerimónia estiveram presentes o Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, José Vieira da Silva, o Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.
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A "Regionalização" das Regiões de Turismo
Foi no último mês da ano que findou que o Conselho de Ministros decidiu substituir as velhinhas 19 Regiões de Turismo por apenas 5, argumentando que a "promoção de Portugal padece do excesso de organismos e entidades envolvidas neste processo, com a consequente perda de eficácia e desaproveitamento de recursos". Como resultado de uma decisão tão polémica é natural que a controvérsia continue e duas das principais associações envolvidas já se fizeram ouvir. Do lado da concordância temos a APAVT que já se congratulou por esta redução, defendendo que Portugal precisa de coesão e desta forma alcança-a. Do lado oposto a ANRET que considera esta decisão um "desastre", pois as próprias regiões de turismo já estavam a tomar posições para responder à necessidade de escala para o sector do turismo. Quanto a nós, é aguardar para ver a Lei, mas uma coisa é certa: estamos definitivamente na Era das mudanças cáusticas e dúbias por terras lusitanas!
REPRIMENDA
Não há dúvida que o turismo é muitas vezes vítima da inércia de funcionários e de funcionalismos alheios a esta actividade. Quem entra no nosso país por ar sujeita-se a enfrentar algumas horas de espera no aeroporto, depois do cansaço que uma viagem aérea emana. Ao sair do avião, quer provindo de dentro do espaço Shenguen, quer de outra parte do mundo, somos transportados de autocarro até uma sala do aeroporto onde somos depositados numa fila de pessoas que se agrupa abruptamente, a fim de cada um poder exibir a sua identificação ao oficial que insere o número do documento apresentado na procura de confirmação. Depois deste ensejo demorado, confrontamo-nos ainda com largos minutos de delonga na expectativa de recolhermos a bagagem que, contaríamos nós, já estar a passear no tapete rolante à espera que a recolhêssemos, devido ao nosso atraso numa fila ininteligível e por ninguém compreendida.
Uma coisa vos digo, visitei 9 aeroportos nos últimos dois anos, 8 dos quais europeus, e nunca fui cotejado em nenhum deles com uma demora tão expressiva e inconveniente como em Lisboa. Os terminais aeroportuários que visitei fizeram-me sentir os benefícios em ser cidadão da União Europeia, no que concerne a questões de controlo, justamente pelos benefícios que temos comparados com todos os outros. Porquê que em Lisboa não funciona assim? Será esta situação benéfica para o turismo em Portugal? Quanto tempo demorará a passar a palavra desta incompetência aeroportuária nacional? São questões sobre as quais irei reflectir intensivamente e actuar sem dilação dentro das minhas limitações. Aconselho a todos os leitores a fazê-lo igualmente.
Bom turismo!
Uma coisa vos digo, visitei 9 aeroportos nos últimos dois anos, 8 dos quais europeus, e nunca fui cotejado em nenhum deles com uma demora tão expressiva e inconveniente como em Lisboa. Os terminais aeroportuários que visitei fizeram-me sentir os benefícios em ser cidadão da União Europeia, no que concerne a questões de controlo, justamente pelos benefícios que temos comparados com todos os outros. Porquê que em Lisboa não funciona assim? Será esta situação benéfica para o turismo em Portugal? Quanto tempo demorará a passar a palavra desta incompetência aeroportuária nacional? São questões sobre as quais irei reflectir intensivamente e actuar sem dilação dentro das minhas limitações. Aconselho a todos os leitores a fazê-lo igualmente.
Bom turismo!
A SABER...
Organização Mundial do Turismo
Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector turístico A Organização Mundial do Turismo, com sede em Madrid, é o Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector do turismo, constituindo uma fonte de conhecimentos especializados. A OMT congrega, actualmente, 150 países (membros efectivos) e sete Territórios, representados pelas Administrações Nacionais de Turismo, bem como mais de 400 Membros profissionais (membros associados), que representam as Associações do sector, Instituições de Formação e Empresas.
Os Órgãos da OMT são:
- Assembleia-geral: órgão supremo da OMT reúne todos os dois anos para aprovar o orçamento, o programa de trabalho e discutir os assuntos de capital importância para o sector turístico. A Assembleia-geral tem como órgãos subsidiários seis Comissões Regionais.
- Conselho Executivo: órgão de direcção da OMT, ao qual compete acompanhar a execução do programa de trabalho e orçamento da Organização. Reúne duas vezes por ano e é composto por 28 membros eleitos em Assembleia-Geral, mais a Espanha onde está sedeada a Organização. O Conselho Executivo tem como órgãos subsidiários oito Comités.
- Secretariado: dirigido pelo Secretário-geral, funciona em Madrid e é composto por cerca de seis dezenas de funcionários a tempo completo.
Actualmente, da agenda política da OMT fazem parte temas como: a Avaliação Económica do Turismo (Conta Satélite), o Turismo Sustentável, a Formação e a Gestão de Conhecimentos, as questões da Qualidade e a implementação do Código Mundial de Ética do Turismo.
Portugal é membro efectivo da OMT, estando a sua representação a cargo do Turismo de Portugal, I.P. que, neste contexto, acompanha a agenda internacional para o sector.
A Madeira, representada pela Secretaria Regional de Turismo, é membro associado, bem como a ATL (Associação de Turismo de Lisboa), o INATEL (Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores), a APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo), a CTP (Confederação do Turismo Português) e a RTA (Região de Turismo do Algarve).
Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector turístico A Organização Mundial do Turismo, com sede em Madrid, é o Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector do turismo, constituindo uma fonte de conhecimentos especializados. A OMT congrega, actualmente, 150 países (membros efectivos) e sete Territórios, representados pelas Administrações Nacionais de Turismo, bem como mais de 400 Membros profissionais (membros associados), que representam as Associações do sector, Instituições de Formação e Empresas.
Os Órgãos da OMT são:
- Assembleia-geral: órgão supremo da OMT reúne todos os dois anos para aprovar o orçamento, o programa de trabalho e discutir os assuntos de capital importância para o sector turístico. A Assembleia-geral tem como órgãos subsidiários seis Comissões Regionais.
- Conselho Executivo: órgão de direcção da OMT, ao qual compete acompanhar a execução do programa de trabalho e orçamento da Organização. Reúne duas vezes por ano e é composto por 28 membros eleitos em Assembleia-Geral, mais a Espanha onde está sedeada a Organização. O Conselho Executivo tem como órgãos subsidiários oito Comités.
- Secretariado: dirigido pelo Secretário-geral, funciona em Madrid e é composto por cerca de seis dezenas de funcionários a tempo completo.
Actualmente, da agenda política da OMT fazem parte temas como: a Avaliação Económica do Turismo (Conta Satélite), o Turismo Sustentável, a Formação e a Gestão de Conhecimentos, as questões da Qualidade e a implementação do Código Mundial de Ética do Turismo.
Portugal é membro efectivo da OMT, estando a sua representação a cargo do Turismo de Portugal, I.P. que, neste contexto, acompanha a agenda internacional para o sector.
A Madeira, representada pela Secretaria Regional de Turismo, é membro associado, bem como a ATL (Associação de Turismo de Lisboa), o INATEL (Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores), a APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo), a CTP (Confederação do Turismo Português) e a RTA (Região de Turismo do Algarve).
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