Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Turismo 2015 - para estimular a competitividade nas empresas do sector

Foi assinado hoje o protocolo “Turismo 2015” que pretende estimular a competitividade nas empresas turísticas mediante um acesso privilegiado aos recursos estruturais comunitários do QREN. Este novo protocolo está assente em três eixos: o estímulo à competitividade das empresas, focando nos incentivos à inovação, qualificação dos activos e dos recursos humanos para o desenvolvimento do negócio turístico; uma forte aposta no desenvolvimento selectivo da oferta turística, através da criação de novas ofertas, mais competitivas e inovadoras, colocadas à disposição dos turistas e no reforço da atractividade do destino Portugal, centrado na projecção internacional da sua imagem de marca como destino de topo na procura turística europeia e mundial. As empresas passarão a dispor de processos simplificados para aceder às dotações financeiras ou aos concursos operacionais do QREN, designadamente aos sistemas de incentivos, acções colectivas, acções e projectos de investimento públicos e instrumentos de partilha de risco. Este documento permitirá um acesso privilegiado aos recursos estruturais comunitários constantes do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para actuação, dos sectores público e privado, em quatro dimensões fundamentais da Política de Turismo: Conhecimento e Inovação; Recursos Humanos; Oferta Turística e Promoção. Haverá, por outro lado, um ajustamento dos sistemas de incentivos actuais às prioridades do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) no que respeita, nomeadamente, às tipologias de projectos elegíveis, aos critérios de selecção, às despesas elegíveis ou à majoração dos incentivos até 10 por cento. Com este protocolo dá-se mais um passo para a concretização da Estratégia de Eficiência Colectiva para a Inovação Empresarial no Turismo, prevista no QREN 2007-2013. Este protocolo resulta de uma parceria entre o Turismo de Portugal, a Confederação do Turismo Português (CTP), as Entidades Regionais de Turismo, as Agências Regionais de Promoção Turística (ARPT) e o Hospitality Management Institute (HMI).

In http://www.opcaoturismo.com/noticia.php?id=11770

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A "Regionalização" das Regiões de Turismo

Foi no último mês da ano que findou que o Conselho de Ministros decidiu substituir as velhinhas 19 Regiões de Turismo por apenas 5, argumentando que a "promoção de Portugal padece do excesso de organismos e entidades envolvidas neste processo, com a consequente perda de eficácia e desaproveitamento de recursos". Como resultado de uma decisão tão polémica é natural que a controvérsia continue e duas das principais associações envolvidas já se fizeram ouvir. Do lado da concordância temos a APAVT que já se congratulou por esta redução, defendendo que Portugal precisa de coesão e desta forma alcança-a. Do lado oposto a ANRET que considera esta decisão um "desastre", pois as próprias regiões de turismo já estavam a tomar posições para responder à necessidade de escala para o sector do turismo. Quanto a nós, é aguardar para ver a Lei, mas uma coisa é certa: estamos definitivamente na Era das mudanças cáusticas e dúbias por terras lusitanas!

REPRIMENDA

Não há dúvida que o turismo é muitas vezes vítima da inércia de funcionários e de funcionalismos alheios a esta actividade. Quem entra no nosso país por ar sujeita-se a enfrentar algumas horas de espera no aeroporto, depois do cansaço que uma viagem aérea emana. Ao sair do avião, quer provindo de dentro do espaço Shenguen, quer de outra parte do mundo, somos transportados de autocarro até uma sala do aeroporto onde somos depositados numa fila de pessoas que se agrupa abruptamente, a fim de cada um poder exibir a sua identificação ao oficial que insere o número do documento apresentado na procura de confirmação. Depois deste ensejo demorado, confrontamo-nos ainda com largos minutos de delonga na expectativa de recolhermos a bagagem que, contaríamos nós, já estar a passear no tapete rolante à espera que a recolhêssemos, devido ao nosso atraso numa fila ininteligível e por ninguém compreendida.
Uma coisa vos digo, visitei 9 aeroportos nos últimos dois anos, 8 dos quais europeus, e nunca fui cotejado em nenhum deles com uma demora tão expressiva e inconveniente como em Lisboa. Os terminais aeroportuários que visitei fizeram-me sentir os benefícios em ser cidadão da União Europeia, no que concerne a questões de controlo, justamente pelos benefícios que temos comparados com todos os outros. Porquê que em Lisboa não funciona assim? Será esta situação benéfica para o turismo em Portugal? Quanto tempo demorará a passar a palavra desta incompetência aeroportuária nacional? São questões sobre as quais irei reflectir intensivamente e actuar sem dilação dentro das minhas limitações. Aconselho a todos os leitores a fazê-lo igualmente.

Bom turismo!

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A SABER...

Organização Mundial do Turismo
Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector turístico
A Organização Mundial do Turismo, com sede em Madrid, é o Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector do turismo, constituindo uma fonte de conhecimentos especializados. A OMT congrega, actualmente, 150 países (membros efectivos) e sete Territórios, representados pelas Administrações Nacionais de Turismo, bem como mais de 400 Membros profissionais (membros associados), que representam as Associações do sector, Instituições de Formação e Empresas.
Os Órgãos da OMT são:
- Assembleia-geral: órgão supremo da OMT reúne todos os dois anos para aprovar o orçamento, o programa de trabalho e discutir os assuntos de capital importância para o sector turístico. A Assembleia-geral tem como órgãos subsidiários seis Comissões Regionais.
- Conselho Executivo: órgão de direcção da OMT, ao qual compete acompanhar a execução do programa de trabalho e orçamento da Organização. Reúne duas vezes por ano e é composto por 28 membros eleitos em Assembleia-Geral, mais a Espanha onde está sedeada a Organização. O Conselho Executivo tem como órgãos subsidiários oito Comités.
- Secretariado: dirigido pelo Secretário-geral, funciona em Madrid e é composto por cerca de seis dezenas de funcionários a tempo completo.
Actualmente, da agenda política da OMT fazem parte temas como: a Avaliação Económica do Turismo (Conta Satélite), o Turismo Sustentável, a Formação e a Gestão de Conhecimentos, as questões da Qualidade e a implementação do Código Mundial de Ética do Turismo.
Portugal é membro efectivo da OMT, estando a sua representação a cargo do Turismo de Portugal, I.P. que, neste contexto, acompanha a agenda internacional para o sector.
A Madeira, representada pela Secretaria Regional de Turismo, é membro associado, bem como a ATL (Associação de Turismo de Lisboa), o INATEL (Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores), a APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo), a CTP (Confederação do Turismo Português) e a RTA (Região de Turismo do Algarve).


A força do turismo e dos seus aprendizes!