
O turismo está a assumir contornos nunca antes alcançados. O estudo desta actividade tem apresentado níveis muito altos e de grande qualidade. Falamos não apenas do que é desenvolvido pelos organismos oficiais, como: estudos, planeamento, análises estatísticas, etc., mas de eventos científcos organizados por instituições de ensino superior que leccionam cursos de turismo. ´
Não há universidade ou instituto politécnico que se preze, de norte a sul de Portugal, que não leve a cabo uma actividade paralela de cariz científico a pensar em trazer aos seus alunos personalidades que se debruçam sobre o estudo e a análise turísticas. Porém, há quem defina elenco de oradores com base na sua posição no mercado turístico e que não apresentam nada de novo, limitando-se a monologar sobre as suas experiências de vida e muitas delas sem interesse.
É fundamental que se continue a estudar o turismo e a desenvolver espaços de debates, onde se possam discutir ideias e resultados de forma a permitir aos estudantes de turismo escutar outros pontos de vista científicos e ao mesmo tempo práticos, mas, acima de tudo, úteis.
Pena é que entrou na moda cobrar um valor de ingresso para se poder assistir ao mais simples e usado seminário, que não apresenta nada de novo. Será que o direito à informação deve custar dinheiro? Terão as instituições de ensino necessidade de cobrar entrada para pagar as despesas ou pretendem simplesmente obter lucro? Estará este pagamento na base do afastamento cada vez maior dos estudantes por este tipo de acção? Estou seguro que o facto de se pagar por um evento muitas vezes vazio de conhecimento e de cientificidade, tem vindo a afastar os alunos e mesmo os profissionais destes debates.
A moral deste pequeno artigo passa por recomendar às instituições que organizam eventos científicos, para ter a garantia de que a sua acção tem algo de novo e de científico que justifique promovê-lo dignificando o turismo.
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