Sábado, 17 de Maio de 2008

TURISMO COMO CIÊNCIA


O turismo está a assumir contornos nunca antes alcançados. O estudo desta actividade tem apresentado níveis muito altos e de grande qualidade. Falamos não apenas do que é desenvolvido pelos organismos oficiais, como: estudos, planeamento, análises estatísticas, etc., mas de eventos científcos organizados por instituições de ensino superior que leccionam cursos de turismo. ´

Não há universidade ou instituto politécnico que se preze, de norte a sul de Portugal, que não leve a cabo uma actividade paralela de cariz científico a pensar em trazer aos seus alunos personalidades que se debruçam sobre o estudo e a análise turísticas. Porém, há quem defina elenco de oradores com base na sua posição no mercado turístico e que não apresentam nada de novo, limitando-se a monologar sobre as suas experiências de vida e muitas delas sem interesse.

É fundamental que se continue a estudar o turismo e a desenvolver espaços de debates, onde se possam discutir ideias e resultados de forma a permitir aos estudantes de turismo escutar outros pontos de vista científicos e ao mesmo tempo práticos, mas, acima de tudo, úteis.

Pena é que entrou na moda cobrar um valor de ingresso para se poder assistir ao mais simples e usado seminário, que não apresenta nada de novo. Será que o direito à informação deve custar dinheiro? Terão as instituições de ensino necessidade de cobrar entrada para pagar as despesas ou pretendem simplesmente obter lucro? Estará este pagamento na base do afastamento cada vez maior dos estudantes por este tipo de acção? Estou seguro que o facto de se pagar por um evento muitas vezes vazio de conhecimento e de cientificidade, tem vindo a afastar os alunos e mesmo os profissionais destes debates.

A moral deste pequeno artigo passa por recomendar às instituições que organizam eventos científicos, para ter a garantia de que a sua acção tem algo de novo e de científico que justifique promovê-lo dignificando o turismo.

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A "Regionalização" das Regiões de Turismo

Foi no último mês da ano que findou que o Conselho de Ministros decidiu substituir as velhinhas 19 Regiões de Turismo por apenas 5, argumentando que a "promoção de Portugal padece do excesso de organismos e entidades envolvidas neste processo, com a consequente perda de eficácia e desaproveitamento de recursos". Como resultado de uma decisão tão polémica é natural que a controvérsia continue e duas das principais associações envolvidas já se fizeram ouvir. Do lado da concordância temos a APAVT que já se congratulou por esta redução, defendendo que Portugal precisa de coesão e desta forma alcança-a. Do lado oposto a ANRET que considera esta decisão um "desastre", pois as próprias regiões de turismo já estavam a tomar posições para responder à necessidade de escala para o sector do turismo. Quanto a nós, é aguardar para ver a Lei, mas uma coisa é certa: estamos definitivamente na Era das mudanças cáusticas e dúbias por terras lusitanas!

REPRIMENDA

Não há dúvida que o turismo é muitas vezes vítima da inércia de funcionários e de funcionalismos alheios a esta actividade. Quem entra no nosso país por ar sujeita-se a enfrentar algumas horas de espera no aeroporto, depois do cansaço que uma viagem aérea emana. Ao sair do avião, quer provindo de dentro do espaço Shenguen, quer de outra parte do mundo, somos transportados de autocarro até uma sala do aeroporto onde somos depositados numa fila de pessoas que se agrupa abruptamente, a fim de cada um poder exibir a sua identificação ao oficial que insere o número do documento apresentado na procura de confirmação. Depois deste ensejo demorado, confrontamo-nos ainda com largos minutos de delonga na expectativa de recolhermos a bagagem que, contaríamos nós, já estar a passear no tapete rolante à espera que a recolhêssemos, devido ao nosso atraso numa fila ininteligível e por ninguém compreendida.
Uma coisa vos digo, visitei 9 aeroportos nos últimos dois anos, 8 dos quais europeus, e nunca fui cotejado em nenhum deles com uma demora tão expressiva e inconveniente como em Lisboa. Os terminais aeroportuários que visitei fizeram-me sentir os benefícios em ser cidadão da União Europeia, no que concerne a questões de controlo, justamente pelos benefícios que temos comparados com todos os outros. Porquê que em Lisboa não funciona assim? Será esta situação benéfica para o turismo em Portugal? Quanto tempo demorará a passar a palavra desta incompetência aeroportuária nacional? São questões sobre as quais irei reflectir intensivamente e actuar sem dilação dentro das minhas limitações. Aconselho a todos os leitores a fazê-lo igualmente.

Bom turismo!

Notícias do Turismo

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A SABER...

Organização Mundial do Turismo
Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector turístico
A Organização Mundial do Turismo, com sede em Madrid, é o Organismo especializado das Nações Unidas para debater as questões do sector do turismo, constituindo uma fonte de conhecimentos especializados. A OMT congrega, actualmente, 150 países (membros efectivos) e sete Territórios, representados pelas Administrações Nacionais de Turismo, bem como mais de 400 Membros profissionais (membros associados), que representam as Associações do sector, Instituições de Formação e Empresas.
Os Órgãos da OMT são:
- Assembleia-geral: órgão supremo da OMT reúne todos os dois anos para aprovar o orçamento, o programa de trabalho e discutir os assuntos de capital importância para o sector turístico. A Assembleia-geral tem como órgãos subsidiários seis Comissões Regionais.
- Conselho Executivo: órgão de direcção da OMT, ao qual compete acompanhar a execução do programa de trabalho e orçamento da Organização. Reúne duas vezes por ano e é composto por 28 membros eleitos em Assembleia-Geral, mais a Espanha onde está sedeada a Organização. O Conselho Executivo tem como órgãos subsidiários oito Comités.
- Secretariado: dirigido pelo Secretário-geral, funciona em Madrid e é composto por cerca de seis dezenas de funcionários a tempo completo.
Actualmente, da agenda política da OMT fazem parte temas como: a Avaliação Económica do Turismo (Conta Satélite), o Turismo Sustentável, a Formação e a Gestão de Conhecimentos, as questões da Qualidade e a implementação do Código Mundial de Ética do Turismo.
Portugal é membro efectivo da OMT, estando a sua representação a cargo do Turismo de Portugal, I.P. que, neste contexto, acompanha a agenda internacional para o sector.
A Madeira, representada pela Secretaria Regional de Turismo, é membro associado, bem como a ATL (Associação de Turismo de Lisboa), o INATEL (Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores), a APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo), a CTP (Confederação do Turismo Português) e a RTA (Região de Turismo do Algarve).


A força do turismo e dos seus aprendizes!